domingo, 13 de dezembro de 2009

Estar triste

Nosso idioma é dotado de uma riqueza gramatical incrível. É difícil aprender português! Nosso vocabulário também possui uma grande diversidade. Em outros idiomas você não pode expressar a palavra "saudade", por exemplo. É exclusiva nossa, pessoas oriundas de países de fala portuguesa.
O idioma português, é um dos que separa os verbos "ser" e "estar" estabelecendo significados diferentes para eles. Certa vez, tive dificuldades em tentar "separar em dois" o verbo to be para um amigo americano.
Ora, temos então o privilégio de distinguir a diferença entre "ser triste" e "estar triste" sem maiores dificuldades.
Provavelmente se eu perguntar se é bom ser ou estar triste, me responderão enfaticamente "Não!".
Mas eu refleti sobre essa pergunta, e percebi que a resposta pode ser diferente para "ser triste" e "estar triste".
Obviamente eu diria que "ser triste" não é bom. Porém, contrariando a maioria das pessoas, afirmo que "estar triste" pode ser até saudável.
O momento de tristeza aguça a sensibilidade, fragiliza nossa segurança e auto-suficiência, nos torna mais introspectivos. Que grande oportunidade! Me parece um momento propício para reflexões a respeito de nossa própria existência, sobre nossa atual conduta e até mesmo sobre considerações de mudanças no nosso comportamento. Além, muito além de tudo isso, vejo o momento de tristeza como o passo para encontrar a alegria em Cristo. É no momento de fragilidade, de sensibilidade, de medo, que podemos encontrar em Deus a esperança e o conforto. É no momento de tristeza que podemos encontrar em seus braços abrigo seguro, conforto. Talves, seja o momento de tristeza que nos proporciona a possibilidade de reorganizar idéias, confiar em Deus, e conversar com Ele, da maneira mais pura e sincera. Quando somos fracos, Ele em nós é forte.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Fim de Ano: Quantos compromissos vc consegue assumir (e honrar) simultaneamente??

Me pergunto quando foi que o fim de ano deixou de ser agradável. Me parece um processo que se desenvolve exponencialmente, rumo ao caos formado pela cuminação de diversos fatores. O capitalismo estimula o consumismo acelerado e desenfreado (o que olhando pelo ponto de vista econômico é muito bom, afinal, proporciona o "giro da economia" de maneira expansiva ao inves de restritiva).
No desenrolar deste processo, se você não está como um louco fazendo compras, você está trabalhando feito um louco, para atender (direta ou indiretamente) a demanda multiplicada (o que olhando pelo ponto de vista econômico é bom, porque você está empregado, ganhando hora extra e terá dinheiro para fazer suas compras de Natal, mais uma vez girando essa grande roda da economia, porque outras pessoas terão que trabalhar para atender a demanda da qual você fará parte. Elas também receberão remuneração e assim o ciclo continua).
A questão é que se lembramos de épocas anteriores, a nossa principal preocupação estava centrada nos preparativos da ceia de Natal, na programação regular para comemoração desta data na igreja, e só.
Quando fiz menção aos vários fatores culminando neste caos, além da "Roda da Economia" necessitar girar mais rápido nesta época, também me referia a todas as demais atividades em que somos de alguma forma envolvidos, principalmente na igreja. Hoje não se fala mais em "uma programação regular", mas de várias atividades. Culto de Natal, almoço de fim de ano, encerramento disso, encerramento daquilo. Se você está envolvido "ativamente" nessas atividades, ainda necessida dispor tempo para toda a prévia, preparos, ensaios, etc.
Talvez tudo isso não seja realmente tanta coisa. Desde que não levemos em consideração nossa rotina habitual (que já compete com o relógio naturalmente) da qual tampouco nos abstemos no final do ano.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

2012: Um filme bom ??

Hoje assisti 2012. Quando ouvi falar a respeito deste filme logo pensei: "Mais um filme sobre o fim do mundo" e por essa razão não me interessou. Não que não parecesse bom, pelo contrário. Porém a "idéia" já é antiga e já foi reproduzida diversas vezes.
O que me dispertou interesse neste filme, foi a cena do caos atingindo o Rio de Janeiro. Não apenas por ter me identificado com o país ali exibido, mas por ter visto uma cena do desastre de proporções mundiais reproduzido em um ponto do hemisfério sul, ou seja, não era Nova York (World Trade Center e Estátua da Liberdade), Washington (Casa Branca), Londres ou a capital russa Moscow. Era o Cristo Redentor no Rio de Janeiro.
Na verdade, essa cena infelizmente não era uma "cena" do filme, e sim uma cena assistida pelos protagonistas da história.
No mais, como em qualquer bom filme americano de fim dos tempos, há centenas de pessoas morrendo no cenário, em meio a fugas hilariantes e surpreendentemente bem sucedidas dos protagonistas da história (embora sejam de prache, são muito boas). Há também o casal divorciado que nem há necessidade de contar o que acontece com eles no final (que é feliz, a propósito).
Detalhe interessante: O presidente dos EUA (todos os filmes de fim dos tempos tem para este papel um personagem carismático, preocupado com o povo e que dá sua vida por ele) é negro. Digamos até que tem certa semelhança com Barak Obama.
O filme é bom até a chegada do clímax da história, a qual começa a ficar realmente "forçada" com naves resistentes a tsunamis ao passo que não fecham a porta por conta de um cabo derrubado no sistema hidráulico de fechamento da mesma.
Como havia falado do final feliz, este até que foi diferente, celebrando os valores humanos e o altruísmo. Digamos que ele transmite uma "mensagem". O único problema é que a decisão de ajudar um monte de gente, além da capacidade e da estrutura disponível, não resultou em caos. Somente alguns "problemas" que depois foram resolvidos. Quase um conto de fadas.
Mesmo assim, minha opinião sobre o filme é positiva, para quem gosta do gênero, eu recomendo.